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Atol das Rocas 2017

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A expedição de microchipagem de tartarugas marinhas na REBIO Atol das Rocas 2017 retornou com a volta das tartarugas de 2015!!

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» A EXPEDIÇÃO 2017 – clique e leia

Uma das novidades esse ano é o retorno das tartarugas da temporada de 2015… todas as informações serão repassadas pelo nosso diário de bordo!

Panorâmica

O projeto de marcação de tartarugas marinhas com microchip no Brasil teve seu retorno no mês de janeiro e com o regresso de tartarugas microchipadas em 2015.

Este é um projeto pioneiro que além de utilizar uma nova estratégia de marcação para as tartarugas marinhas, também vai poder avaliar a saúde dos animais numa das principais áreas de reprodução de tartarugas-marinhas no Brasil, a reserva biológica (ReBio) do Atol das Rocas.

Por que ele é considerado novo? Porque atualmente as tartarugas marinhas no Brasil são marcadas apenas com anilhas metálicas que vão se perdendo ao longo dos anos, deixando nos animais apenas cicatrizes e não os identificando corretamente. Já os microchips, que são utilizados com frequência internacionalmente, por serem introduzidos nos animais não são perdidos facilmente. Eles permanecerão na tartaruga até o final de sua vida, necessitando apenas de uma só aplicação.

Outro objetivo deste projeto é que as informações se tornem parte de estudos maiores como dissertações de mestrados e teses de doutorados, pois abrange várias instituições de ensino nacionais como internacionais, como: Universidade de São Paulo e a Universidade Federal Norte Fluminense, e apoio de pesquisadores da University of Florida e Kingston University.

O projeto é realizado sob a licença do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) número 40636-8, e tem como patrocinadores a empresa: IGUI Piscinas, além de contar com o apoio da Olé Web Comunicação, coordenação da BW Consultoria Veterinária e está sendo executado em parceria com a Reserva Biológica Atol Das Rocas/ ICMBio/MMA.

Todas as numerações dos microchips, utilizados no período reprodutivo de 2015 e 2016, foram enviados para o Inventário de marcação de Tartarugas Marinhas do The Archie Carr Center for Sea Turtle Research (ACCSTR), http://accstr.ufl.edu na Universidade da Florida. Esse inventário também está a disposição no site da BW para qualquer indivíduo que queira relatar o encontro com uma tartaruga marcada.

Assistam o vídeo abaixo para relembrarem da temporada de 2015!

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» 1º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

A bióloga Gabriela Ribeiro abriu a temporada do projeto de microchipagem de tartarugas marinhas da Reserva Biológica do Atol das Rocas. E nos relata o dia mais emocionante deste expedição até agora…

“Hoje, o pico de maré estava previsto para as 2 horas da manhã, e nosso trabalho iniciou meia noite e meia. Com o material de campo todo checado para evitar imprevistos, fomos a campo divididos em duas duplas.

Atol das Rocas 2017Logo na saída da Estação encontramos uma fêmea desovando. O primeiro passo é fazer a biometria do animal, coletando dados de comprimento e largura de carapaça, verificando presença de anilhas e ferimentos, e depois confirmar se a tartaruga já possui um microchip aproximando o TAG (leitor) na nadadeira anterior esquerda – caso não possua, inserimos o microchip conforme procedimento padrão estabelecido; caso possua, anotamos o número que aparece no leitor na prancheta de campo, bem como outras informações pertinentes observadas.

O tempo estava ameno, sem previsão de chuva o que facilitou nosso trabalho. Foram inseridos os microchips nas três primeiras fêmeas da noite, quando ao abordar o 4º animal com o TAG na nadadeira esquerda veio a surpresa: a fêmea já possuía o microchip! Foi anotada a sequência com muito entusiasmo no caderno de campo para posterior checagem.

Atol das Rocas 2017Ao todo, foram registradas pela equipe cerca de 11 fêmeas, nossa dupla monitorou 6 delas, sendo: 4 fêmeas que foram microchipadas nessa data, 1 fêmea já microchipada e 1 fêmea que fez a cama mas não desovou e voltou ao mar. Nosso trabalho foi encerrado às 4:50h.

Na manhã seguinte, comuniquei a coordenadora do projeto, Dra. Paula Baldassin, sobre a ocorrência de uma fêmea previamente microchipada, e houve a confirmação que ela foi registrada em 8 de março de 2015. Estamos muito otimistas com o ocorrido, e mais empenhados por mais resultados positivos na próxima saída logo mais a noite”.

Atualmente no atol, estamos na expectativa de mais tartarugas, mas isso será um próximo diário de bordo!

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» 2º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

No dia 24 de Fevereiro houve troca de equipe, com a chegada de Karoline e Luciana no Atol das Rocas para dar continuidade ao monitoramento e microchipagem das Tartarugas-verdes. Elas pegaram o período de Lua Nova, onde ocorrem as máximas e mínimas marés. As tartarugas ocorreram 2 vezes ao dia, sempre na maré enchendo para alta e durante a noite e madrugada.

Maior Tartaruga registrada pela equipe.A dupla presenciou uma experiência marcante… foi possível ver a sombra das tartarugas nadando próximo à linha da maré em direção à praia e subindo para desovar mesmo sem o auxílio de lanterna. Foram flagradas várias tartarugas, sendo que algumas estavam voltando para fazer novos ninhos nessa temporada e outras sem marcação foram microchipadas. Tendo uma em especial….uma tartaruga com cerca de 122 cm de comprimento de casco! Um caso excepcional no Ato das Rocas pois a maioria delas tem até 110cm.

A coleta de amostras biológicas também estão evoluindo muito bem, para a tese da Luciana na USP e da dissertação da Karoline da UENF, ambas realizando pós-graduação em contaminação química nas tartarugas marinhas.

Até o momento, 31 novas tartarugas receberam microchips e tartarugas anteriormente marcadas em 2015 continuam retornando!!!

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» 3º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Nascimento dos filhotes

Nesse terceiro diário de bordo, a equipe está presenciando o nascimento dos filhotes de tartarugas-verdes na Reserva Biológica do Atol das Rocas.

Numa dessas ocasiões em que a dupla acompanhava a tartaruga adulta voltar para o mar após a desova, vivenciaram o nascimento dos filhotes. Foi quando notaram um círculo um pouco mais fundo com alguns pontinhos pretinhos aparecendo.

Para a surpresa e alegria era um ninho prestes a nascer!

Tartaruguinhas nascendoFicaram observando ansiosas cada pequeno movimento, sem interferirem na saída dos animais. Demorou cerca de 30 minutos até que o ninho parecia borbulhar de tantas tartaruguinhas, todas correndo eufóricas para o mar. Apesar do tamanho, elas são muito rápidas tanto na caminhada, quanto no nado e rapidamente foram sumindo de nossas vistas.

Os filhotinhos de Chelonia mydas se diferenciam dos filhotes das outras espécies de tartaruga marinha por possuírem o plastão (no popular: barriguinha) branco.

Na Rebio Atol das Rocas os ninhos demoram cerca de 45 – 70 dias para nascerem, as fêmeas geralmente colocam em média 120 ovos e nem sempre todos nascem porque podem ocorrer más formações embriológicas ou a predações naturais (caranguejos que predam ninhos ou mesmo ação das ondas em dia de marés altas).

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Patrocinador:
IGUI

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Este projeto é uma iniciativa da BW Consultoria Veterinária e REBio Atol das Rocas/ICMBio/MMA, conta com o patrocínio da IGUI Piscinas e GÓRSKI Integradora e possui licença SISBio nº40636-2.

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