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Atol das Rocas 2018

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A expedição de microchipagem de tartarugas marinhas na REBIO Atol das Rocas em 2018 teve início com o retorno das tartarugas de 2015!!

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» A EXPEDIÇÃO 2018 – clique e leia

Uma das novidades esse ano é o retorno das tartarugas da temporada de 2015… todas as informações serão repassadas pelo nosso diário de bordo e no facebook!

Panorâmica

O projeto de marcação de tartarugas marinhas com microchip no Brasil tem seu retorno no mês de janeiro e com o regresso de tartarugas microchipadas em 2015.

Este é um projeto pioneiro que além de utilizar uma nova estratégia de marcação para as tartarugas marinhas, também vai poder avaliar a saúde dos animais numa das principais áreas de reprodução de tartarugas-marinhas no Brasil, a reserva biológica (ReBio) do Atol das Rocas.

Por que ele é considerado novo? Porque atualmente as tartarugas marinhas no Brasil são marcadas apenas com anilhas metálicas que vão se perdendo ao longo dos anos, deixando nos animais apenas cicatrizes e não os identificando corretamente. Já os microchips, que são utilizados com frequência internacionalmente, por serem introduzidos nos animais não são perdidos facilmente. Eles permanecerão na tartaruga até o final de sua vida, necessitando apenas de uma só aplicação.

Outro objetivo deste projeto é que as informações se tornem parte de estudos maiores como dissertações de mestrados e teses de doutorados, pois abrange várias instituições de ensino nacionais como internacionais, como: Universidade de São Paulo e a Universidade Federal Norte Fluminense, e apoio de pesquisadores da University of Florida e Kingston University.

O projeto é realizado sob a licença do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) número 40636-8, e tem como patrocinadores a empresa: IGUI , além de contar com o apoio da Olé Web Comunicação, coordenação da BW Consultoria Veterinária e está sendo executado em parceria com a Reserva Biológica Atol Das Rocas/ ICMBio/MMA.

Todas as numerações dos microchips, utilizados no período reprodutivo de 2015 e 2016, foram enviados para o Inventário de marcação de Tartarugas Marinhas do The Archie Carr Center for Sea Turtle Research (ACCSTR), http://accstr.ufl.edu na Universidade da Florida. Esse inventário também está a disposição no site da BW para qualquer indivíduo que queira relatar o encontro com uma tartaruga marcada.

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» 1º Diário de Bordo – clique e leia

O Projeto de Microchipagem de tartarugas-verdes (Chelonia mydas) no Atol das Rocas em 2018 está iniciando seu 4º ano e a equipe do primeiro mês já está lá trabalhando!

O acesso a ReBio é feito somente via barco e por isso as datas de saída das expedições depende das condições de navegação para garantir uma viagem tranquila e um desembarque seguro no Atol.

A equipe que fará o monitoramento nesse mês é composta pela bióloga Karoline Ferreira, que está presente nos trabalhos de monitoramento desde 2016 e pela bióloga Elizabeth Santos.

Karoline, mestrando na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, está à frente dos trabalhos de microchipagem nesta temporada e, também vai realizar a coleta de material biológico das fêmeas para o desenvolvimento de sua dissertação de mestrado, que envolve avaliação de metais pesados nesses animais.

Elizabeth é bolsista CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e atua no ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) com Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas da Fauna e também possui experiência com monitoramento de desovas de tartarugas marinhas.

Assim como em 2017, esse ano estamos ansiosos pelo retorno de tartarugas já microchipadas, lembrando que ano passado tivemos o retorno de 13 animais e a marcação de novas 86 tartarugas. Ao todo já temos 254 tartarugas marcadas com microchips! Lembrando que esse trabalho é patrocinado pela iGUi e possui licença Sisbio.

Embarque conosco nessa expedição acompanhando nossos diários de bordo com informações de como é a rotina de trabalho, curiosidades sobre as tartarugas marinhas e as novidades sobre a marcação!

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Karoline Ferreira e Elizabeth Santos

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» 2º Diário de Bordo – clique e leia

Mega Lua no Atol das Rocas…

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» 3º Diário de Bordo – clique e leia

Muito se houve falar de poluição nos oceanos e muito se tem feito para coletar resíduos sólidos das praias no mundo todo. Mas e a poluição química? Aquela poluição que você não vê, você sabe o que é? Embarque neste diário de bordo e descubra!!

A poluição química aquática é aquela que ocorre quando há o descarte inadequado de produtos químicos nesse ambiente podendo alterar a composição da água e causar intoxicação, deformidades e mesmo a morte de diversos animais. Esse tipo de poluição é extremamente perigosa por ser, na maioria das vezes, muito sutil e seus efeitos demorarem para serem percebidos.

Alguns destes poluentes podem ser absorvidos pelos seres vivos de diversas formas e serem bioacumulados. Alguns organismos são capazes de apresentar concentrações em seus tecidos muitas vezes superiores às concentrações observadas no meio ambiente circundante.

Outros poluentes podem ainda se acumular de maneira diferenciada ao longo da cadeia trófica (biomagnificação), e nesse caso, os organismos apresentam concentrações mais elevadas a cada nível trófico, atingindo até mesmo indivíduos que estão longe da fonte de despejo destes. Um tubarão, que está no topo da cadeia, pode ter concentrações altas nos seus tecidos mas não necessariamente esteve em uma região poluída e sim se alimentou de animais que estavam contaminados.

Dentre os poluentes químicos de maior preocupação estão os poluentes orgânicos persistentes e metais pesados.

O projeto de microchipagem de tartarugas marinhas na Reserva Biológica do Atol das Rocas, além de atuar na marcação das fêmeas da espécie Chelonia mydas também faz a coleta de material biológico dessas fêmeas em parceria com pesquisadores para verificar a presença desses contaminantes nos indivíduos que estão desovando na ReBio.

A bióloga Karoline Ferreira está no Atol das Rocas nesse mês coletando material biológico das fêmeas para a execução do seu projeto de mestrado realizado na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, que envolve a avaliação de metais nas fêmeas adultas, nos ovos gorados e filhotes natimortos. Para esse tipo de coleta, a pesquisadora utiliza material livre de metais (exceto a agulha utilizada para a coleta de sangue) para evitar qualquer tipo de contaminação proposital das matrizes de estudo. O material coletado em 2017 já se encontra separado e pronto para análises no Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da UENF e em breve será analisado no ICP (Espectrometria de Emissão Óptica por Plasma Acoplado Indutivamente) – equipamento que analisa os metais e dá um resultado rápido e preciso do material analisado.

No mundo inteiro existem trabalhos já realizados e outros em andamento a respeito desses poluentes nas tartarugas marinhas, mas no Brasil o numero de publicações com esse tema ainda é pequeno, sendo cada pesquisa relacionada com o tema muito importante para um maior entendimento dos efeitos desses poluentes nesses animais. Não há no Atol das Rocas um trabalho com metais pesados em tartarugas marinhas, vamos torcer para que essas tartarugas não esteja contaminadas!!!

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A mestranda Karoline Ferreira durante a madruga coletando suas amostras e microchipando as tartarugas!

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» 4º Diário de Bordo – clique e leia

As tartarugas de 2015 e 2016 estão retornando ao Atol das Rocas para desovar e dessa vez apresentam o microchip como meio de identificação!!

Ao iniciarmos o projeto, sabíamos que seria um meio muito eficaz de marcação e com chances mínimas de perda, sem lesionar a nadadeira e com esses retornos podemos afirmar que a inserção dos microchips é um meio extremamente seguro de identificação.

Durante os monitoramentos para fazer o flagrante das desovas a equipe tem também observado se no local onde foi inserido o microchip há alguma lesão e nada foi observado. A nadadeira não apresenta inchaço, cicatriz ou qualquer tipo de deformidade próximo ao local de inserção.

Com os animais até aqui marcados fica a certeza de que a metodologia de microchipagem é muito útil, pouco invasiva e de longa duração, sendo necessária apenas uma aplicação durante todo tempo de vida do animal.

Apenas nessas primeiras semanas de monitoramento já temos 6 retornos de tartarugas de anos anteriores e estamos esperando que esse número aumente em breve!!

A mestranda Karoline Ferreira durante a madruga coletando suas amostras e microchipando as tartarugas!

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Patrocinador:
IGUI

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Este projeto é uma iniciativa da BW Consultoria Veterinária e REBio Atol das Rocas/ICMBio/MMA, conta com o patrocínio da iGUi  e possui licença SISBio nº40636-8.

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