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Atol das Rocas

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O projeto de microchipagem de tartarugas marinhas completou mais uma etapa.

Todas as numerações dos 108 microchips, utilizados no período reprodutivo de 2015, foram enviados para o Inventário de marcação de Tartarugas Marinhas do The Archie Carr Center for Sea Turtle Research (ACCSTR) na Universidade da Florida. Esse inventário está a disposição para qualquer indivíduo que queira relatar o encontro com uma tartaruga marcada.

→ CLIQUE AQUI E VEJA A LISTA DAS TARTARUGAS MARINHAS MICROCHIPADAS.
TARTARUGAS MARINHAS Nº MICROCHIP
1 963008000262951
2 963008000262952
3 963008000262954
4 963008000262957
5 963008000262959
6 963008000262962
7 963008000262963
8 963008000262966
9 963008000262968
10 963008000262969
11 963008000262971
12 963008000262972
13 963008000262973
14 963008000262974
15 963008000262975
16 963008000262976
17 963008000262977
18 963008000262978
19 963008000262979
20 963008000262980
21 963008000263011
22 963008000263012
23 963008000263013
24 963008000263014
25 963008000263015
26 963008000263016
27 963008000263017
28 963008000263018
29 963008000263019
30 963008000263020
31 963008000263021
32 963008000263022
33 963008000263023
34 963008000263024
35 963008000263025
36 963008000263026
37 963008000263027
38 963008000263028
39 963008000263029
40 963008000263030
41 963008000263031
42 963008000263032
43 963008000263033
44 963008000263034
45 963008000263035
46 963008000263036
47 963008000263037
48 963008000263038
49 963008000263039
50 963008000263040
51 963008000523031
52 963008000523032
53 963008000523033
54 963008000523034
 
TARTARUGAS MARINHAS Nº MICROCHIP
55 963008000523035
56 963008000523036
57 963008000523037
58 963008000523038
59 963008000523039
60 963008000523040
61 963008000523041
62 963008000523042
63 963008000523044
64 963008000523045
65 963008000523046
66 963008000523047
67 963008000523048
68 963008000523049
69 963008000523050
70 963008000523051
71 963008000523052
72 963008000523053
73 963008000523054
74 963008000523055
75 963008000523056
76 963008000523057
77 963008000523058
78 963008000523059
79 963008000523060
80 963008000523061
81 963008000523062
82 963008000523063
83 963008000523064
84 963008000523065
85 963008000523236
86 963008000523237
87 963008000523238
88 963008000523239
89 963008000523240
90 963008000523241
91 963008000523242
92 963008000523243
93 963008000523244
94 963008000523245
95 963008000523246
96 963008000523247
97 963008000523248
98 963008000523249
99 963008000523250
100 963008000524481
101 963008000524482
102 963008000524483
103 963008000524485
104 963008000536694
105 963008000536691
106 963008000536686
107 963008000536675
108 963008000536674

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» A EXPEDIÇÃO – clique e leia

O projeto de marcação de tartarugas marinhas com microchip no Brasil teve início neste mês de fevereiro.

Este é um projeto pioneiro que além de utilizar uma nova estratégia de marcação para as tartarugas marinhas, também vai poder avaliar a saúde dos animais numa das principais áreas de reprodução de tartarugas-marinhas no Brasil, a reserva biológica (Rebio) do Atol das Rocas.

Porque ele é considerado novo? Por que atualmente as tartarugas marinhas no Brazil são marcadas apenas com anilhas metálicas que vão se perdendo ao longo dos anos, deixando nos animais apenas cicatrizes e não os identificando corretamente. Já os microchips, que são utilizados com frequência internacionalmente, por serem introduzidos nos animais não são perdidos facilmente. Eles permanecerão na tartaruga até o final de sua vida, necessitando apenas de uma só aplicação.

Porque avaliar a saúde? Por que são animais ameaçados de extinção e todas as informações pertinentes a sua condição física devem ser levado em consideração. Ao longo do projeto estão previstos estudos hormonais, parasitológicos, avaliação hematológica, entre outros. Também iremos avaliar se há algum indício de contaminação por poluentes orgânicos, como: organoclorados e HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos).

Outro objetivo deste projeto é que as informações se tornem parte de estudos maiores como dissertações de mestrados e teses de doutorados, pois abrange várias instituições de ensino nacionais como internacionais, como: Universidade de São Paulo, Universidade Federal Rural de Pernambuco, e apoio de pesquisadores da University of Florida e Kingston University.

O projeto é realizado sob a licença do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) número 40636-2, e tem como patrocinadores as empresas: IGUI Piscinas, Gorski Integradora, além de contar com o apoio da Olé Web Comunicação e coordenação da BW Consultoria Veterinária e está sendo executado em parceria com a Reserva Biológica Atol Das Rocas/ ICMBio/MMA.

Atualmente no Atol das Rocas está o médico veterinário Victor R. Sousa que já começou a marcar as tartarugas com sucesso! Victor está acomodado no alojamento da Rebio que conta com quartos e cozinha e consegue se comunicar com o continente via internet. O veterinário está impressionado com o lugar e relata entusiasmado: “É um lugar onde a natureza é quem manda”.

Com o Victor também está a chefe da Rebio Maurizélia Brito, que atua há mais de 20 anos no Atol das Rocas, dedicando sua vida à preservação desse refúgio, que é a única formação deste tipo no Atlântico Sul. Ela já foi reconhecida pelo Prêmio Trip Transformadores e contribuiu para que o Atol se tornasse sítio do patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Para a coordenadora do projeto Dra. Paula Baldassin, esse projeto irá proporcionar um avanço no conhecimento da saúde destes animais, pois “além de conseguirmos marcar com mais confiabilidade os animais do estudo, poderemos avaliar a saúde das tartarugas por anos.

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» 1º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Já faz sete dias que a equipe está no Atol das Rocas. O trabalho com as tartarugas é realizado sempre de noite estendendo-se pela madrugada. No início, até a equipe se adaptar com todo o procedimento, chuva, ventos fortes, maré alta e sem contar que os animais são enormes, é difícil, mas conseguimos!

A experiente chefe da reserva Maurizélia de Brito, a Zelinha, acompanhou a equipe nos primeiros dias, forneceu dicas importantíssimas para facilitar o trabalho. Segundo Zélia, todo manejo com as tartarugas devem ser feitos preferencialmente no momento da postura, ou seja no “momento em que elas entram em transe”. E, realmente os animais ficam parados facilitando todo o trabalho de microchipagem e coleta de amostras biológicas.

Mas no Atol todo o trabalho é em equipe, também fomos ajudar outra equipe de pesquisa e, para a nossa surpresa, avistamos nossa primeira tartaruga morta, era um macho caquético, bem magro, com uma elevada quantidade de algas no casco e diversas escoriações espalhadas pelo casco e plastrão.

Encontramos também muitas tartarugas sem anilhas ou com evidência de perdas das anilhas metálicas o que fortalece a importância da aplicação do microchip, melhorando assim a identificação das tartarugas. E, desta forma nos permite uma identificação a longo prazo, contribuindo para uma avaliação contínua dos dados biológicos destes animais, como por exemplo a taxa de crescimento e possível retorno as praias de desova.

Além disso, uma correta identificação em longo prazo aliada a avaliação veterinária contínua nos permite acumular dados a respeito da saúde dos indivíduos que frequentam as águas do Atol das Rocas.

Após a primeira semana de trabalho muita coisa aconteceu: ideias surgiram, experiências foram trocadas, os animais enfim foram microchipados e, embora a distância, os ventos e chuvas contribuam para aumentar a vontade de seguir em frente, ainda estamos muito no começo na tentativa de ajudar os animais, mas sem dúvida creditamos que estamos no rumo certo.

….e só para lembrar já são 21 tartarugas marcadas com microchip após a primeira semana de trabalho no Atol das Rocas!

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» 2º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia, veja o vídeo e as fotos

Apesar do nosso projeto sobre tartarugas marinhas estar focado somente em tartarugas-verdes, uma outra espécie também visita as águas do Atol das Rocas, trata-se da Eretmochelys imbricata conhecida popularmente como tartaruga-de-pente.

O nome popular se deve ao fato de que o animal possui uma bela carapaça contendo placas córneas que serviam de matéria prima para confecção de ornamentos, tais como: aros de óculos, cigarreiras e pentes. Por este motivo muitos indivíduos foram caçados e mortos indiscriminadamente, fato este que levou a espécie a ser considerada criticamente em perigo.

No Atol das Rocas são encontrados indivíduos juvenis que permanecem ali para se alimentar, a espécie não desova nas praias do Atol e sim no continente principalmente nas praias do litoral do nordeste. Sua alimentação consiste em esponjas, anêmonas, lulas e camarões. O formato do bico lembra um falcão, daí o seu nome popular em inglês “Hawkspill turtle”.

Aproveite e veja nossos vídeos desse incrível animal no Atol das Rocas…

Nosso trabalho continua e a cada dia que passa mais tartarugas marinhas são microchipadas e material biológico coletado…

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» 3º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Como saber se a época reprodutiva das tartarugas marinhas já começou no Atol das Rocas? Simples, ao andar na areia nos deparamos com um rastro semelhante ao de pneu de trator. Os meses que podemos visualizá-los vão de dezembro a junho, somente nas ilhas oceânicas local onde há predominância de desova de tartaruga-verde (Chelonia mydas). No continente esse período vai de setembro a março, porém com as demais espécies de tartarugas.

Cada tartaruga tem um tipo de rastro e o que vemos ao lado é um rastro de tartaruga-verde.

Porém nos últimos dias, o Atol foi atingido por um forte swell (ventos fortes seguidos de grandes ondulações) que segundo Victor Souza, “mudou bastante coisa por aqui. Muitas aves morreram, muitos ninhos de tartarugas foram desenterrados e até a estrutura da antiga estação foi danificada”.

Mas também aconteceram notícias boas, pois alguns filhotes já começaram a nascer. Para Victor foi uma experiência emocionante e frustrante também, pois enquanto uns conseguiam chegar ao mar outros eram imediatamente predados pelos caranguejeiros, ele até confessou que queria ajudá-los, mas na reserva nada pode ser interferido, quem manda é a natureza.

Na quarta-feira foi o dia em que registramos o maior número de animal desovando, conseguimos microchipar sete tartarugas.

….lembrando que em menos de 20 dias já microchipamos quase 50 animais e graças a um dos nossos patrocinadores: iGUi piscinas conseguimos adquirir mais equipamentos para continuar nosso trabalho. Fica aqui mais uma vez o nosso agradecimento!!!

Semana que vem a equipe será trocada e Victor voltará para o continente “…sentimentos de dever cumprido e a saudades desse lugar maravilhoso, mas sei que ainda estamos muito no início deste novo método de marcação de tartarugas marinhas aqui no Atol das Rocas. Pude perceber a eficácia dessa nova forma de marcação, pois fica muito mais fácil identificar os animais já microchipados com apenas a aproximação do leitor nos mesmos e vi a dificuldade que é conseguir ler o número das anilhas metálicas em campo.”

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» 4º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Tartaruga MarinhaBOAS NOTÍCIAS….

As tartarugas marinhas que foram microchipadas estão retornando ao Atol!
Na época de desova elas voltam a cada 15 dias para realizar uma nova postura. Em cada desova a tartaruga coloca em média 120 ovos. Elas podem realizar cerca de 3 a 7 posturas por temporada de reprodução. Os ovos levam quase 2 meses para eclodirem…

Como podemos ver nas fotos estamos trabalhando com uma tartaruga durante o dia. Isso acontece, pois algumas tartarugas perdem o tempo da maré de retornar para o mar e ficam na praia até uma nova maré cheia para que assim possam retornar ao mar.

Segundo a chefe da reserva Maurizélia Silva “É muito bom ver um novo projeto dando certo”. E a equipe da BW está confiante nesse novo projeto!
A temporada está somente começando, muitas tartarugas, aprendizados e desafios estão por vir…

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» 5º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Saída de barcoMUDANÇA DE EQUIPE!

Neste final de semana ocorrerá a mudança de equipe. Victor Roncaglione irá retornar e entraremos com duas integrantes para esse próximo mês. Gostaríamos de deixar nosso agradecimento a ele por participar da nossa expedição… obrigada Victor! Nesta segunda parte da expedição contaremos com a participação de duas pesquisadoras: Daniela Bueno Mariani e Vanessa Francieli Schmitt.

Daniela possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Metodista de São Paulo. Atualmente realiza o seu mestrado no curso de Ciências Veterinárias na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) na área de Patologia Animal e é pesquisadora associada da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). Possui experiência em elaboração e execução de projetos de conservação ambiental, resgate e reabilitação de fauna aquática.

Vanessa possui graduação em biologia pela universidade de Caxias do Sul e especialização em curso de pós-graduação lato sensu em bases ecológicas pelo centro universitário Univates. Há 4 anos trabalha com monitoramento de tartarugas marinhas e recentemente foi coordenadora da temporada de reprodução de tartarugas marinhas em Cabo Verde na África.

Neste mês iremos focar, além de todo o trabalho de marcação com os microchips, nas coletas de amostras biológicas. Prosseguiremos com as coletas de sangue de todas as fêmeas que subirem para desovar.

O barco que está transportando as pesquisadoras está repleto de equipamentos cedidos em parceria com a Universidade Rural de Pernambuco.Nesta etapa iremos incrementar os esforços para a realização de exames sanguineos, também iniciaremos as coletas para pesquisas de hematozoários (Uma parceria estabelecida com a Kingston University do Reino Unido), além das coletas de amostras para dosagens hormonais, nos próximos diários mais informações sobre estas coletas serão divulgadas…

A equipe da BW está confiante nesta nova etapa de estudo no mês de março….

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» 6º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia, veja o vídeo e as fotos

Tartaruga marinha fazendo a camaO TEMPO NÃO ESTÁ AJUDANDO…..!

Nesta semana a chuva não deu trégua para o nosso trabalho no Atol das Rocas. Choveu praticamente todos os dias desde a chegada da nova equipe. E de noite, com chuva e vento os trabalhos ficam mais difíceis ainda.

Muitas tartarugas fizeram o que chamamos de meia lua, sobem, mas não desovam…. Você sabia que as tartarugas fazem uma “cama” para elas desovarem?

Após a subida na praia a tartaruga escolhe o local para fazer a sua cama, que dura aproximadamente meia hora, depois disso começa a cavar o ninho com as nadadeiras traseiras, formando uma “concha” no qual retiram a areia para fazer o ninho de aproximadamente meio metro de profundidade.

Tartaruga com lesão antigaA desova ocorre seguida com a postura de aproximadamente 100-120 por ninho. Depois da desova a tartaruga recoloca areia no ninho e volta para o mar.

Todo procedimento é bem demorado e nosso trabalho de marcação e coleta de material biológico deve ser o mais rápido possível para não atrapalhar o animal durante sua postura.

ViuvinhaAlgumas tartarugas nem precisam de marcação, pois possuem marcas naturais. É o caso desta tartaruga. Provavelmente este animal deve ter sofrido algum trauma quando mais jovem e conseguiu sobreviver. Suas nadadeiras traseiras estão íntegras o que favorece a construção do ninho para postura dos ovos.

Trinta-réisDurante o dia a equipe recebe as visitas das aves do Atol… as viuvinhas e os trinta-réis. A Viuvinha (Anous stolidus) é uma ave bem curiosa… chega bem perto proporcionando fotos incríveis. Já os Trinta-réis (Onychoprion fuscatus) voam ao seu redor enquanto você anda pelo Atol, sendo uma companhia constante…inclusive de noite.

O trabalho continua… já microchipamos quase 70 animais…

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» 7º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia, veja o vídeo e as fotos

Filhote de Tartaruga-verdeE OS FILHOTES VOLTAM A NASCER…..!

Mesmo após um forte swell, com grandes ondas que destruíram muitos ninhos, alguns filhotes de tartarugas conseguiram vencer mais esse obstáculo.

A equipe estava monitorando a praia pela manhã quando foram surpreendidas por um único filhote de tartaruga-verde. A equipe ficou ao lado dele até o mesmo encontrar o mar e seguir seu destino.

Leitura de microchipNesta mesma manhã, outra fêmea adulta foi avistada. Ela havia perdido a hora da maré e só poderia voltar para o mar na próxima maré alta. Neste caso nossa equipe aproveitou para fazer a leitura do microchip e coletar dados biológicos.

Outra vantagem da utilização do microchip que verificamos é a sua leitura em qualquer condição meteorológica, principalmente na chuva. Avaliamos nesse mês a rapidez que o novo mecanismo proporciona. Pois em muitos animais foi somente passar o leitor para reconhecer que a tartaruga já havia sido marcada, evitando uma manipulação excessiva no animal para ler a numeração na anilha metálica.

Hemácias nuceladas de taratrugaNestas duas semanas a coleta de sangue foi intensificada… deste modo poderemos avaliar a saúde das tartarugas-verdes que nidificam no Atol das Rocas. Você sabia que as hemácias das tartarugas são diferentes das hemácias dos mamíferos? As hemácias das tartarugas tem núcleo e dos mamíferos não. Isso é explicado pelo processo evolutivo, no qual os mamíferos elevaram sua temperatura corporal e desenvolveram a capacidade de mantê-la relativamente constante. Isto ocasionou um incremento da taxa metabólica e de uma exigência maior no transporte de oxigênio (O₂).

Hemácias sem núcleo de mamíferosComo o núcleo celular é uma estrutura metabolicamente ativa, ele consome quantidades consideráveis de O₂. Com a perda do núcleo, as hemácias dos mamíferos deixam de utilizar oxigênio, tornando-se mais eficientes no transporte desse gás.

O trabalho continua… já microchipamos mais de 85 animais… Você quer saber mais sobre o nosso trabalho? Veja nosso vídeo, acompanhe nossa expedição e curta nossa página no facebook!

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» 8º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia, veja o vídeo e as fotos

MUDANÇA DE EQUIPE!

Neste final de semana ocorreu a mudança de equipe. Daniela e Vanessa retornaram e entraram mais duas integrantes para esse mês – abril. Gostaríamos de deixar nosso agradecimento a essas duas pesquisadoras que enfrentaram muitas chuvas entre outros problemas, para darem suas preciosas contribuições para a nossa expedição… obrigada! Nesta segunda parte da expedição contaremos com a participação de duas pesquisadoras: MSc. Luciana Filippos e MSc. Natália Roos.

Luciana é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestre em poluição marinha pelo Instituto de Geociências da USP e especialista em Educação ambiental pelo Senac, já atuou em área de alimentação e de desova de tartarugas marinhas em Ubatuba-SP e Guriri-ES.

Natália possui graduação em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É mestre e doutoranda em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

CatamarãNeste mês iremos focar somente no trabalho de marcação com os microchips e no monitoramento dos ninhos.

Vocês querem saber como é feito o percurso até o Atol? Fazemos nesse catamarã, do capitão Zeca! O barco transporta todo o suprimento necessário para os pesquisadores. São quase 24h de barco até chegarmos no Atol das Rocas.

A equipe da BW está confiante nesta nova etapa de estudo no mês de abril….

 

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» 9º DIÁRIO DE BORDO – clique, leia e veja as fotos

Areia no AtolCURIOSIDADES SOBRE O ATOL DAS ROCAS E DAS TARTARUGAS MARINHAS!

Você sabe como é a areia do Atol das Rocas? A areia de Rocas é do tipo biogênica, ou seja, formada por estruturas de organismos e não diretamente minerais. Os organismos que contribuem para a formação da areia são: algas, corais, esponjas, tubos de poliquetas, moluscos e foraminíferos (protozoários marinhos). As praias de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo por exemplo, são constituídas basicamente pelo mineral sílica.

Você sabia que o ninho tem formato de vaso e possui cerca de 60 cm de profundidade? Em seu interior são depositados em torno de 120 ovos brancos e flexíveis, que lembram bolinhas de pingue-pongue. Durante a postura, é possível verificar contrações musculares do corpo do animal, fazendo com que saiam de 2 a 3 ovos por vez.

A fêmea da tartaruga marinha tem todo cuidado para a escolha do local da desova. Primeiro ela prepara um cama com o auxílio do corpo e das nadadeiras, fazendo um grande buraco na areia. Depois ela cava o ninho cuidadosamente revezando suas nadadeiras posteriores, que são usadas como se fossem pás. Porém, se por algum motivo ela não sentir-se segura ou satisfeita com a localização do ninho, ela deixa tudo para trás e sai em busca de um local mais apropriado. Nossa equipe presenciou isso algumas vezes já. Após aguardarem a fêmea cavar o ninho, ela simplesmente desistiu e saiu para um novo local onde reiniciou todo o trabalho.Chuva chegando...

Muitas tartarugas microchipadas estão retornando para a realização das desovas e até agora todos os chips estão nos fornecendo os dados corretamente.

A equipe está trabalhando todas as noites… e a chuva não está dando trégua. Nesta expedição estamos contando com a ajuda da Talytha Dias e Carlos Meireles! A BW gostaria de agradecer todo o suporte oferecido a favor das tartarugas marinhas do Atol.

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Atobá MarromANIMAIS DA RESERVA BIOLÓGICA DE ATOL DAS ROCAS

A Reserva Biológica de Atol das Rocas é reduto de grande diversidade de espécies. Estima-se que cerca de 150 mil aves vivam na Reserva, sendo a maior colônia de aves marinhas do Brasil. Há espécies que utilizam Atol para reprodução, como Trinta-réis-do-manto-negro (Onychoprion fuscata), Viuvinha-marrom (Anous stolidus), Viuvinha-negra (Anous minutus), Atobá mascarado (Sula dactylatra) e Atobá marrom (Sula leucogaster). Já outras usam Rocas como ponto de descanso e alimentação, como o atobá-do-pé-vermelho (Sula sula) que pode permanecer durante sua juventude e os maçaricos que veem descansar e acumular energia por serem aves migratórias.

CaranguejosAlém das aves também encontramos em terra caranguejos. As duas espécies mais importantes são a Johngarthia lagostoma e a Grapsus grapsus (Aratu), ambas endêmicas de ilhas oceânicas. São animais onívoros e detritívoros que se alimentam de restos de ovos de aves, aves e filhotes de tartarugas.

Na fauna marinha aquática encontramos abundante quantidade de peixes, sendo que até o momento foram documentadas 107 espécies. Dentre elas podemos citar o Sargentinho (Abudefduf saxatilis), Caraúna (Acanthurus sp.), Guarajuba (Carangoides bartholomaei), Donzela-de-rocas (Stegastes rocasensis), Peroá rei (Aluterus scriptus) e Mariquitas (Holocentrus adscensionis). Também são encontradas raias e tubarões, dentre eles o Limão (Negaprion brevirostris) e o lixa (Ginglymostoma cirratum).

Tubarão LimãoAs esponjas dominam o fundo do mar em alguns pontos e até 2012 mais de 70 espécies foram registradas. Elas são importantes por servirem de abrigo e local de reprodução para diversos invertebrados. Também é o principal alimento das tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata) e para alguns peixes, como o Frade.

Também estão presentes algas, cnidários (anêmonas e corais), crustáceos (camarão, caranguejo ermitão e lagosta), moluscos (polvos), equinodermos (ouriços do mar), anelídeos (poliquetas) dentre outros.

O trabalho continua… já microchipamos mais de 100 animais…

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Âncora na piscina das âncorasHISTÓRICO DA RESERVA BIOLÓGICA DO ATOL DAS ROCAS

Devido a sua formação desprovida de rochedos que pudessem ser vistos pelas embarcações, Atol foi local de muitos naufrágios. Visando resolver esse problema, em 1881 avaliaram a instalação de um farol na região e em 1883 passou a funcionar um farolete, o que auxiliou na redução dos desastres. Com o tempo, o farol foi sendo substituído e modernizado evitando os acidentes. Inicialmente, o funcionamento do farol era manual, devendo ser ligado todas as tardes e apagado ao amanhecer. Assim, foi necessária a instalação de uma família para cuidar do mesmo. Em 1887 foi construída uma casa e uma cisterna para a permanência da mesma em Rocas e sua sobrevivência dependia do fornecimento de bens provenientes do continente, principalmente água doce e alimentos. Em 1914 com a automatização do farol, a família foi enviada para Fernando de Noronha.

Ruínas do Farol antigoEm 1935, uma comissão do Serviço de Caça e Pesca (divisão do Ministério da Agricultura) passou uma temporada em Atol para a troca do farol e realização de pesquisas, testes de técnicas de pescas, filmagens e registros fotográficos. Nessa expedição constatou-se a abundância de lagostas e peixes. Em quatro pescarias com duração de uma hora foram capturadas quase mil lagostas! Cada pescador teve produtividade média de 70 Kg de pescado por hora! Esses dados foram muito divulgados em artigos e relatórios científicos. Essas informações impulsionaram a operação fixa da Empresa de Pesca Rocas Ltda., que foi estabelecida no em 1937, tendo sido instalado 02 galpões equipados com gerador, rádio, tanque de salgar peixes e jiraus para a secagem. Quase toda semana era levada comida fresca para os confinados e esperava-se que essa boa infraestrutura os estimulasse. Porém, mesmo com toda comodidade, os pescadores não suportavam muito tempo de isolamento e durante a operação da empresa, cerca de 500 trabalhadores passaram pelo Atol. O empreendimento funcionou por 2 anos e na época vendia o “Bacalhau de Rocas”, que visava substituir o bacalhau importado da Europa. Com a falência da indústria pesqueira, buscaram outras maneiras de se explorar economicamente a área, porém sem sucesso.

Farol atualNa década de 70, o Atol não tinha nenhuma regulamentação ou controle. O mesmo era frequentado ocasionalmente por mergulhadores e aventureiros e rotineiramente utilizada por pescadores potiguares que após pescarias no entorno, aproveitavam para desembarcar brevemente e caçar as fêmeas de tartarugas que subiam para desovar. Em meados da segunda metade da década, um grupo de estudantes com o apoio e conhecimento de pescadores desembarcou em Rocas. Porém, com o tempo surgiram conflitos de interesses entre as partes. Os estudantes divulgaram fotos de tartarugas mortas com suas vísceras e ovos à mostra, chamando a atenção da opinião pública. As imagens circularam pelo meio científico e político, causando impacto. Além disso, o momento no Brasil também era propício, pois estava desenvolvendo-se o movimento ambientalista, que chamava a atenção para a defesa de espécies e do meio ambiente. Nesse contexto, o governo militar aprovou a criação de muitas unidades de conservação, dentre elas a da Reserva Biológica do Atol das Rocas que foi a primeira unidade de conservação marinha do país, através de decreto federal em 05/06/1979.

A Reserva é fechada para visitação pública, sendo seu acesso restrito a pesquisadores e voluntários, visando limitar ao máximo a presença humana no ambiente. Trata-se do único Atol do Atlântico sul, sendo importante local de abrigo, alimentação e reprodução de animais. Além disso, é utilizada como referência em pesquisas por ser um ambiente livre de ação antrópica (alterações realizadas pelo homem no planeta Terra). Por esses motivos, o mesmo foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2001.

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Filhote de tartaruga marinhaFILHOTES DE TARTARUGAS MARINHAS

A cópula das tartarugas marinhas ocorre no mar e apenas as fêmeas sobem à praia para desovar. Após escolherem o local adequado e fazerem o ninho que possui em torno de 120 ovos, as mesmas retornam ao mar sem nunca conhecer a sua cria. Os ovos possuem período de incubação na areia de cerca de 60 dias. Durante esse tempo, o sexo das novas tartarugas será definido de acordo com a temperatura da areia. Temperaturas entre 28-29oC (temperatura pivotante) produzirão número proporcional de fêmeas e de machos. Temperaturas inferiores gerarão mais machos e superiores acarretarão em maior taxa de fêmeas. Assim, com o aquecimento global, esse assunto tem gerado a preocupação e atenção dos cientistas, já que pode desequilibrar a taxa entre os gêneros e consequentemente, prejudicar a perpetuação desses animais.

Como os pais não estão presentes para auxiliar no nascimento dos filhotes, eles têm que fazer isso por conta própria. A independência já se inicia na saída do ovo, onde eles utilizam um dente temporário chamado Carúncula, que fica na extremidade da mandíbula, para quebrar a casca. Essa estrutura vai desaparecendo aos poucos após a eclosão. A saída do ninho é feita através de esforço coletivo e coordenado dos filhotes e a chegada ao topo pode demorar alguns dias. Eles permanecem próximos à superfície até que a temperatura da areia esfrie, o que normalmente indica o período noturno, em que serão menos suscetíveis a predadores e superaquecimento.

Uma vez na superfície, esses animais se guiam pela claridade do horizonte para chegarem ao mar. Acredita-se que durante esse percurso, as tartarugas armazenem as informações do local de seu nascimento (conhecido pelo termo imprint), como cheiro, sons de baixa frequência, campo magnético e posição de corpos celestes, para que na época de sua reprodução, possam voltar à mesma praia de seu nascimento.

Ovo eclodido de tartaruga marinhaChegar ao mar não é tarefa fácil. É necessário driblar obstáculos como folhagens e até mesmo pegadas, além de terem que ser rápidas antes que o sol forte as mate por desidratação ou que sejam abatidas por animais como aves e caranguejos. Durante as saídas de campo aqui na Reserva Atol das Rocas, já presenciamos filhotes sendo capturados e comidos pelos caranguejos Johngarthia lagostoma e a Grapsus grapsus (Aratu).

Ao entrarem na água, os filhotes nadam por muitos quilômetros até chegarem ao alto mar, local que passarão seus primeiros anos de vida flutuando em meio a bancos de algas e onde encontrarão alimento e abrigo. Já no mar, os predadores das tartaruguinhas são tubarões, peixes e aves. Além disso, eles também podem morrer ao ingerir plástico e pedaços de piche. Por todas as dificuldades enfrentadas, estima-se que apenas um em cada mil filhotes chegarão à idade adulta, ou seja, fase de reprodução!

Durante o primeiro estágio de vida, as tartarugas possuem uma alimentação variável de moluscos, crustáceos, algas, águas-vivas e ovos de peixes. Especificamente a tartaruga verde após alguns anos se reaproxima da costa e torna-se herbívora, alimentando-se de algas.

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O biólogos: Katia e PedroMUDANÇA DE EQUIPE!

Neste final de semana ocorreu a mudança de equipe. Luciana e Natália retornaram e entramos com dois novos integrantes para esse próximo mês. Gostaríamos de deixar nosso agradecimento a elas por participar da nossa expedição… obrigada meninas! Nesta parte da expedição contaremos com a participação de dois pesquisadores: Pedro Lacerda e Katia Silva.

Pedro é formado em Biologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Possui experiências com resgate e reabilitação de animais marinhos, monitoramento da biota marinha, com ênfase em cetáceos. Possui experiência nas áreas de biologia da conservação e etnoconservação, com temas de animais aquáticos, biologia pesqueira e captura acidental. Atualmente trabalha com monitoramento de praias e resgate de animais marinhos no projeto de monitoramento de praias da bacia de Campos e Espírito Santo.

TartarugandoKatia É formada em Biologia Marinha pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). Possui experiências com resgate e reabilitação de animais marinhos, monitoramento da biota marinha, com ênfase em cetáceos. Possui experiência nas áreas de biologia da conservação e etnoconservação, com temas de mamíferos aquáticos, biologia pesqueira e captura acidental. Já atuou em áreas de alimentação e reprodução de tartarugas-marinhas no Parque Nacional Marinhos dos Abrolhos, Sítio do Conde e Coqueiros no estado da Bahia.

Neste mês iremos focar, além de todo o trabalho de marcação com os microchips, nas coletas de amostras biológicas para contaminantes orgânicos, como o petróleo e os organoclorados. Parte desse material será utilizado pelo Laboratório de Química Orgânica Marinha do Instituto Oceanográfico da USP.

A dupla já começou o trabalho e notou que as desovas estão na sua fase final… se no mês de março capturávamos mais de 10 animais por noite, agora estamos somente em média de 1 desova por noite.

A equipe da BW está confiante nesta nova etapa de estudo no mês de maio….

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MetalLIXO NO ATOL!

Embora o Atol seja considerado um paraíso “intocado pelo homem” pode-se observar em suas águas a ocorrência de resíduos produzidos e descartados pelo homem. Trata-se do lixo, que é constantemente encontrado em suas águas e é carregado pelas correntes marinhas até a Reserva biológica.

Além da dispersão destes resíduos, estes também podem ter um destino mais trágico, quando são engolidos por animais, desde as pequenas aves até as grandes tartarugas marinhas, dentro do trato digestório o lixo pode em algumas situações causar obstruções ou até mesmo lesões que podem causar a ruptura dos órgãos causando assim a morte destes animais.

PlásticoTambém aquele lixo que não é engolido tais como lacres e embalagens podem aprisionar os animais, impedindo o seu deslocamento e em algumas situações infringindo graves lesões teciduais uma vez que os animais crescem e não tem capacidade de saírem destas verdadeiras armadilhas produzidas por nós.

Infelizmente no atol, através das rondas diárias, são encontrados resíduos, principalmente aqueles confeccionados a partir de plástico, porém o isopor e vidros também são encontrados com certa frequência.

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CONTAMINAÇÃO POR POLUENTES ORGÂNICOS.

Os Poluentes orgânicos (POPs) como os bifenilos policlorados (PCBs), os pesticidas organoclorados (POCs) e os éteres difenilos polibromados (PBDEs), permanecem no ambiente por um longo tempo e são disseminados para regiões distantes de suas fontes de origem. Podem ser bioacumulados e apresentar toxicidade crônica para organismos de níveis tróficos superiores. Esses compostos, que são artificialmente produzidos, começaram a dominar o mercado no final dos anos 30. Sabemos que atualmente os organoclorados são produzidos e usados comercialmente como: pesticidas, plásticos, solventes, lubrificante e retardantes de chamas.

Dentre as doenças que podem ser encontradas nos animais, devido as contaminações, podemos citar:

  • aumento da mortalidade e má formação em peixes jovens;
  • embriões deformados em tartarugas de água doce;
  • diminuição da espessura da casca do ovo em aves;
  • deformidade dos filhotes;
  • tumores em baleias belugas (Delphinapterus leucas);
  • esterilidade na águia americana (Haliaeetus leucocephalus) e em focas (Phoca vitulina);
  • comprometimento do sistema imunológico.

Outro poluente que estudaremos é o Fipronil. Um inseticida comercial descoberto e desenvolvido pela Rhône-Poulenc entre 1985 e 1987, exposto ao mercado em 1993 e atualmente é considerado um contaminante emergente. Foi produzido para combater insetos quando em abundância, além de auxiliar na agricultura de arroz, manejo de grandes gramados e controle de pestes residenciais. Ele também é muito utilizado em animais domésticos para combater as pulgas e carrapatos em cães. Um dos seus principais produtos de degradação é denominado de fipronil sulfona, é considerado mais tóxico do que o composto de origem além de ser muito persistente no ambiente.

Tartaruga-verdeO petróleo, que também será estudado, é uma mistura complexa de vários compostos orgânicos que contêm principalmente hidrocarbonetos, sendo que uns dos mais prejudiciais ao ambiente são os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs). Eles se encontram dissolvidos ou associados ao material particulado e ao sedimento, podendo ser disponibilizados para a biota marinha. Os organismos marinhos assimilam HPAs através do contato da derme com a água, sedimento contaminado, através da ingestão de água e de partículas com hidrocarbonetos adsorvidos, incluindo matéria orgânica viva e morta.

Esses poluentes serão todos estudados no Atol das Rocas com as tartarugas marinhas. Utilizaremos para esse estudo ovos gorados, ou seja, que não foram fecundados, e filhotes encontrados mortos na praia.

NOSSO PROJETO ENTRA NA ÚLTIMA SEMANA DE ESTUDO!
MAIS DE 100 TARTARUGAS FORAM MICROCHIPADAS!

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A BW Consultoria Veterinária gostaria de deixar um agradecimento especial aos pesquisadores voluntários que fizeram parte desta expedição:

  • Victor Roncaglione Sousa
  • Daniela Bueno Mariani
  • Vanessa Schmitt
  • Natália Roos
  • Luciana Saraiva Filippos
  • Pedro Lacerda
  • Katia Silva

Sabemos, porque já vivenciamos, que não é fácil! Ainda mais trabalhar no escuro de madrugada! Obrigada…

Além disso, nossos sinceros agradecimentos a:

  • Talytha Rocha Corrêa Dias
  • Estevão
  • Jarian Dantas
  • Carlos Meirelles
  • Ludmila Damasio
  • Maurizélia Brito

Vocês foram fundamentais nesses meses de trabalho…

E, para finalizar nossos queridos patrocinadores:

iGUi Piscinas e Gorski Integradora

Esse projeto não sairia do papel se não fosse a ajuda financeira de vocês!

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ATÉ O ANO QUE VEM…pontinhos_gds

Patrocinadores:

IGUI GORSKI INTEGRADORA

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Este projeto é uma iniciativa da BW Consultoria Veterinária e REBio Atol das Rocas/ICMBio/MMA, conta com o patrocínio da IGUI Piscinas e GÓRSKI Integradora e possui licença SISBio nº40636-2.

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